11.5.12

Eu: mãe.

Com a proximidade do dia das mães é impossivel não pensar na nossa mãe, sogra, irmas, cunhadas e amigas que são mães e também na gente como mãe.

Eu muito mais aprendo com os meus filhos do que os ensino, ainda assim tento ensinar através de atos e palavras algumas coisas.

O que procurei e procuro ensinar aos meus filhos:

- Amar: ame-se muito, ame seu próximo mais próximo e seu próximo mais distante.

- Respeito: respeite-se, respeite suas crenças, seus valores, seu corpo, respeite o outro.

- Crença: Creia que existe algo superior do que você chame de Deus, energia, ciência, sempre haverá coisas que você não explicará e que te impulsionarão. Acredite em você, só você sabe o tamanho de suas limitações, seja surdo para os que dizem que você não vai conseguir, seja surdo aos que estão julgando o que você está fazendo, você nunca vai conseguir agradar a todos, então se tiver consciência que quer e deve fazer, vá em frente.

- Exemplo: os grandes líderes nos deixaram inúmeros exemplos do que dá certo e maus exemplos também estão lotados por ai, sempre que possível aprenda com o exemplo de terceiros, ninguém precisa tomar um porre para saber como se comporta um bêbado.

- Cabeça fria e coração quente: Pense, reflita, pense novamente antes de agir, não deixe que a ação do outro defina a sua, perdoe, tenha misericórdia e tenha carinho, conseguimos muito com um sorriso e boa ação.

- Converse: Através de simples conversas podemos resolver problemas imensos, atraves de simples conversas podemos aplacar uma dor ou ter uma dor aplacada, é conversando que conhecemos e somos conhecidos. A conversa é ponte, sempre.

- Não se anule e não anule ninguém: Fale o que pensa, aja de acordo com seus sentimentos. Não queira que o outro concorde no que você acredita, fala ou faz.

- Faça o seu melhor: Em tudo que for fazer, dedique-se, faça o seu melhor, mesmo que o seu melhor seja infinitamente inferior que o de outras pessoas, aperfeiçoe-se sempre.

- Seja você mesmo e esteja bem com você.

Aproveito aqui para agradecer as três jóias que Deus me deu como filhos:
Fred, Gabriel e Jéssica, eles com certeza me impulsionam a ser uma pessoa melhor e ainda me dão presentes por isto!

kapta    12:27:45 — Arquivado em: Sem categoria


7.5.12

Um dia da árvore que marcou a minha memória.

Era um sábado quente de primavera. Levantamos bem cedinho para ir ao Country club, minha mãe que levantou ainda mais cedo que todos e já havia preparado a matula arrumava tudo que iríamos levar.

Ajudamos colocar tudo no carro, felizes e barulhentos saímos em rumo de um dia feliz.

Passamos pela feira, meu pai desceu, comprou melancia, laranjas e bananas para completar nossa comida.

Chegamos no clube ainda bem cedo, escolhemos um ótimo lugar, que era a vantagem de quem chegava bem cedo tinha, um lugar grande, com boa mesa, boa churrasqueira e bem próximo das piscinas. Um quiosque de primeira!

As piscinas ainda estavam fechadas, fomos no parque do clube com seus brinquedos de madeira onde todos os brinquedos naquele momento estavam reservados apenas a nós mesmo.

Fomos ao escorregador, no gira-gira, na gangorra, nos balanços e finalmente fomos num brinquedo que não sei o nome, mas era uma tábua de madeira com arcos para que nos segurássemos e nas pontas onde a madeira estava presa em hastes de ferro. Otavio e Denis sentaram na ponta do brinquedo, eu e minha irmã sentamos no meio e eles impulsionavam o brinquedo para frente, para trás, ganhando força e velocidade, nossos cabelos voavam, riamos felizes.

Quando nos cansamos do parquinho fomos em direção ao lago, olhando os pedalinhos que estavam presos ainda por correntes, resistimos bravamente para não entrar no lago, esperando a hora que as piscinas estivessem liberadas o que logo aconteceu.

Voltamos para o nosso quiosque para saber se já podíamos ir para água, fomos liberados pelo meu pai, que nos orientou que nos trocássemos no vestiário e tomássemos uma boa ducha antes de entrar na água.

Eu e minha irmã estávamos em traje de banho novo em folha: Um engana papai cor laranja escuro feito por minha mãe.

Fomos todos para a água com a companhia de papai e mamãe. Estávamos já iniciados na água, meu pai ensinou todos os filhos nadarem de um jeito muito peculiar, jogava na água e todos de um jeito ou de outro saíram-se muito bem batendo suas pernas e braços.

Mergulhávamos, pulávamos sem parar na água, inventado brincadeiras embaixo da água, passando uns por baixo das pernas dos outros, apostando corrida, jogando pedrinha no fundo da piscina para ver quem achava, prendendo respiração e toda espécie de brincadeira que podíamos inventar.

Ao assobio do meu pai, juntamos todos e fomos para o quiosque era hora da bóia, comida deliciosa da minha mãe, salada, arroz com frango e farofa, devidamente acompanhados de banana. Uma laranja para cada um completou a refeição. A melancia estava lá, mergulhada no lago para ficar bem fresquinha para mais tarde.

Agora era hora de deixar a comida baixar, nada de entrar na água antes que se passassem duas horas, papai deitou na rede e nos fomos perambular pelo clube.

Fomos jogar ping-pong, e outros brinquedos de mesa no salão coberto, nossas pernas eram pequenas e as distancias a serem percorridas eram imensas, a despeito disso andávamos para todo lado. O clube estava bem cheio, como era de se esperar num sábado espetacular como aquele.

A tarde passou ligeira e no final dela fomos para a prainha do lago, a água do lago era sempre fria e irresistível e lá fomos nós brincar naquela água escura, foi tudo tão rápido que não sei o que aconteceu, mas me vi tragada pela água, meus pés não alcançavam o fundo e eu não tinha forças para me sustentar na água. Subi, desesperada tentando gritar : paaiiiI… mas a boca encheu de água e fui tragada novamente, novo esforço para subir e gritar, paai… e mais uma vez fui para o fundo, então como que por mágica uma mão me agarrou pelos cabelos e me tirou dali, era a mão do meu pai, que foi alertado pelos gritos da minha irmã avisando que eu estava afundando.

Fui deitada na areia, massageada, cuspindo água, sem força alguma. O final do sábado foi no pronto socorro municipal.

Até hoje não sei como minha irmã tão pequena, um pouco mais de dois anos conseguiu alertar meu pai, não sei como todos foram embora, não tenho a menor idéia do que foi feito da melancia, mas lembro perfeitamente do meu pai dizendo que a gente nunca pode confiar em água e que criança só tem que estar na água acompanhada de um adulto.

Aquele foi um dia da árvore muito especial, tive ali uma experiência inesquecível.

No dia seguinte, voltamos ao clube e meu pai me jogou na água, para que eu não ficasse com trauma ou com medo de nadar. Funcionou.

kapta    14:20:10 — Arquivado em: Sem categoria


4.5.12

Filhos de ontem e de hoje

Assistindo a uma situação ontem imediatamente fui levada ao passado, e depois mais tarde, já deitadinha em minha cama o passado veio me visitar.

Vi-me menina, na casa dos meus pais, lá na rua Aparecida em Bauru, sim, casa dos meus pais, éramos constantemente lembrados de uma maneira ou outra que ali não era a nossa casa, que quando tivéssemos a nossa casa e donos de nossos narizes faríamos o que bem entendêssemos. E isto não era uma particularidade dos meus pais, era o costume da época.

Nossa família era composta de 8 pessoas, papai, mamãe, três filhos e três filhas. Os filhos em idades próximas, só o mais velho era 4 anos que o segundo, o restante sempre em torno de 2 anos mais velhos uns que os outros.

Meus pais trabalhavam muito, o sustento de todos nós dependia unicamente do bolso do meu pai e da sabedoria da minha mãe em administrar este bolso.

Houve época em que meu pai trabalhou em 3 empregos formais diferentes, fora os bicos, ganhava um dinheirinho fazendo topografias de terrenos, plantas de prédios e o que fosse preciso.
Todos ajudavam, em trabalho de campo para medir os terrenos meu pai contava permanentemente com a ajuda dos meus irmãos mais velhos e de vez em quando com a ajuda de todos, cada um fazia o que podia, o que o tamanho e a maturidade permitia, aos mais velhos os trabalhos mais pesados e complicados, às vezes o trabalho do mais novo se resumia em carregar a trena, mas estava ali aprendendo a colaborar.

Ajudávamos também com os cálculos, todos que iam aprendendo fazer as contas eram convocados para colaborar, todo mundo fazia as mesmas contas, se os resultados fossem iguais era sinal que estava certo e passava-se para a próxima conta, se apenas um resultado fosse diferente, repetíamos a conta. Nós com lápis, papel e borracha, meu pai com uma maquina de calcular manual, verdinha.

E se trabalhávamos juntos, divertíamos juntos também, íamos ao clube, íamos acampar e pescar. Ajudávamos no acampamento e a limpar o peixe. Quando a peiscaria rendia muito mais do que podíamos comer, meus pais distribuíam os peixes pela vizinhança, devidamente limpos é claro.

Meu pai era um homem extremamente inteligente, criativo e motivador. Era também extremamente corajoso e violento.

Liberdade de expressão não existia nem em frase, nem para os cidadãos que viviam em plena ditadura e nem no seio familiar. Do mesmo modo do que o presidente da república dizia era lei para a nação o que nossos pais diziam também era lei em nossa casa.

Não éramos santos, fazíamos artes e éramos constantemente corrigidos, raramente com palavras ou conselhos, o mais usual eram as surras ou castigos vergonhosos.

Os tempos eram difíceis, tudo era muito caro, coca-cola era algo muito raro, o refrigerante mais comum era tubaína, mas também era só de vez em quando, mas tínhamos groselha e limonada.

Minha mãe, cozinheira de mão cheia, fazia comidas deliciosas, paçocas, pés-de-moleque, canjica, bolo, mantecal, rosquinha de pinga, pasteis, canudinhos recheados e uma infindável lista de coisas gostosas. Ali também auxiliávamos, cortando alguma coisa, recheando outra, lavando as louças e limpando a cozinha.

Meu pai era boêmio, e muitas foram as noites que fomos acordados ao som do violão e outros instrumentos musicais que ele e seus amigos tocavam, nessas noites eram compostas de musica, cabrito, frango a molho pardo ou carneiro, esses animais invariavelmente roubados como farra desses meninos crescidos, eram mortos, limpos e preparados por minha mãe e saboreados por todos nós, muitas vezes acompanhados de vinho para os adultos e sangria que minha mãe fazia com o vinho para nós e para ela, pois minha mãe não bebia nada alcoólico.

Tínhamos três espécies de roupa; a de usar em casa, os uniformes para a escola (que era pública e de boa qualidade) e a roupa de sair, quase sempre confeccionadas por minha mãe. Os mais novos herdavam as roupas dos mais velhos, além das roupas novas. Nada era desperdiçado.

Em casa havia passarinhos, meu pai sempre gostou o que acabou contagiando os dois filhos mais velhos que também gostavam e cuidavam desses passarinhos, trocando água, comida, cobrindo e recolhendo ou colocando as gaiolas para fora. Sempre tivemos cachorro, quase sempre fox-paulistinha que ao contrário dos de hoje que são alimentados de ração eram alimentados com restos de comida ou um preparado de fubá e muchiba ou bofe que o bucheiro ou o açougueiro DAVAM.
Mas todas estas lembranças apenas por ver uma atitude muito feia de uma filha com um pai, porque fui levada a refletir, os tempos eram duros, as dificuldades eram imensas, nem tudo era harmonia, mas os filhos sabiam o seu lugar, por medo ou seja la o que for, os mais velhos eram respeitados, um filho não desmentia os pais, não erguia a voz, não xingava, não humilhava, sabia que devia respeito a quem o sustentava e o abrigava.

Uma mãe ensinava o valor do respeito e o pai consolidava este ensinamento.

Hoje o que vemos muitas vezes é que a tal liberdade de expressão nem sempre é utilizada com sabedoria, não sou nunca fui e nem nunca serei a favor de violência, mas algo esta errado, pois infelizmente é grande a quantidade de filhos que não respeitam os pais, os tratam com zombaria, falam absurdas grosserias dentro do lar e também fora dele, não se importando com quem está ouvindo ou vendo. Se metem em assuntos em que não são chamados e não são de sua alçada. Querem tudo do bom e do melhor e quando contribuem para o bom andamento da casa é muito pouco e não raro de má vontade, se julgam cheios de direitos e nenhum dever. Lamentável

kapta    11:32:38 — Arquivado em: Sem categoria


27.4.12

Minha mãe

Ontem foi aniversário da minha mãe tentei inutilmente falar com ela, dar parabéns, dar votos de felicidade, mas infelizmente não consegui, o telefone apenas chamou.
Daqui uns dias será o dia das mães ou o Dia da mãe, é o dia que a gente deixa a correria do dia a dia de lado para homenagear tão importante pessoa em nossas vidas.
A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a Mãe dos deuses.
Eu espero que esta data seja comemorada ainda por muito e muito tempo, por eu ter tido o privilégio de ter a minha mãe.
Hoje em dia é muito comum a gente ver por ai pessoas denominando outras pessoas de guerreira, herói, lutadora. A soma dessas três palavras não chegaria nem perto da denominação ideal para minha mãe.
Desde muito tenra idade enfrentou as dificuldades da vida, começou trabalhar em casa de família aos 10 anos de idade em período integral, onde acabou de ser criada e foi criada.
Aos 17 anos, casou-se com meu pai, numa cidade que ainda hoje é minúscula, casou de azul marinho para economizar com o vestido, independente das línguas afiadas dá época onde o branco simbolizava a tão preciosa virgindade.
Meu pai era um homem extremamente trabalhador e também extremamente mulherengo.
Minha mãe esteve ao lado dele por quase cinqüenta anos, trabalhou muito ao lado dele pela família que formaram. Trabalhou como peão, como matemática, locutora de propagandas, lavadeira, passadeira, cozinheira de mão cheia, governanta e todas as outras profissões que uma casa oferece.
Foi a incentivadora da carreira do meu pai, animando-o, empurrando-o, estimulando. Foi com seu apoio incondicional que ele se formou como engenheiro já com seis filhos e que trabalhou anos a fio nesta e em outras profissões. Ela estava ali, o tempo todo, a postos. Como esposa, amante e por que não dizer um pouco de mãe também. Sem ela, com toda a certeza ele não teria chegado onde chegou.
Criou seis filhos, com todos os sabores e dissabores que isto representa, ensinando através de palavras, atos e principalmente com exemplos preciosos princípios e valores éticos.
Inúmeras foram as vezes que vi minha mãe chorar e muito maior o tanto que a vi sorrir e rir, gargalhando gostosamente de alguma coisa.
Lutou por todos nós e por cada um de nós. Se não chegamos mais longe, se não somos melhores do que poderíamos ser com certeza não foi por falta de mãe.
Era e é uma mulher de atitude, brava feito gente que foi amamentada com pimenta, exigente, principalmente conosco os filhos, brincalhona – foi a única mãe que vi na minha infância jogando bétia, queimada, garrafão e outras brincadeiras de crianças junto com os filhos.
Me ensinou a ler, escrever, fazer contas, assobiar, ver hora, fazer crochê e principalmente me ensinou que a vida não é fácil e que se eu quiser alguma coisa conseguirei, desde que não me furte de trabalhar duro, acordar cedo, dormir nem sempre tão cedo, rezar de vez em quando, evitar de levar desaforo para casa, não lesar ninguém e principalmente acreditar que eu posso, eu vou.
Então por mais que eu procure palavras, jamais as encontrarei o suficiente para homenagear e agradecer a minha mãe.

kapta    13:01:50 — Arquivado em: Sem categoria


30.3.12

Novo comercial da Peugeot

Eu adoro propagandas! Assistindo TV aberta vi um comercial que me trouxe profunda tristeza e decepção.
Trata-se do novo comercial da Peugeot. Logo de início é mostrado 3 rapazes, aparentemente uniformizadas, um deles com aparência feliz com a manga da camisa “lustra” o carro.

Um dos rapazes então chama-o e diz, Receba e dê boas vindas aos clientes, ele feliz da vida responde posso? Ele vai até a porta, abre e como se fosse um estouro de boiada as pessoas entram no lugar, pisoteando o moço.

Mudança de cena, o moço estropiado no chão e os outros dois de cocoras olhando com caras poucos preocupadas e um pergunta e agora? Ao que o outro responde, agora vamos almoçar… é estágiario. Não lembro agora se são essas as frases exatas, mas o sentido é este.

Este comercial é para nos deixar perplexos, um comercial que instiga o desrespeito as pessoas, a discriminação aos estagiários, como se o fato de uma pessoa estagiar em algum lugar já recebesse como “prêmio” o direito de ser maltratada, desrespeitada e humilhada.

Um péssimo gosto da agência de propaganda e uma péssima sacada da área de marketing da Peugeot, que não notou que uma pessoa deve ser tratada com respeito e carinho, pois são as pessoas que fazem as empresas e não os produtos que elas vendem.

Já passou da hora das empresas perceberem que os estagiários devem ser tratados como aprendizes remunerados, para que se tornem ótimos profissionais, passou da hora de utilizarem estagiários como mão de obra barata e passou da hora de perceberem que são eles os profissionais do futuro. Que tipo de profissinal as empresas querem?

No mundo já há violência demais, preconceito e discriminação demais, precisamos combate-los de todas as formas.

kapta    11:15:50 — Arquivado em: Sem categoria


26.3.12

Prefeitura que faz !

Nesses últimos dias temos visto em nossos canais locais de televisão propagandas da prefeitura de Cuiabá, dizendo mais ou menos que enquanto outras prefeituras falam, falam e falam para depois fazer quando faz e que em Cuiabá é diferente que a prefeitura primeiro faz e depois fala.

Um dinheiro gasto de maneira desnecessária, este dinheiro que é gasto com propaganda poderia ser muito melhor empregado se fosse gasto para realmente fazer algo para Cuiabá, e o gasto com propaganda não se limita aos comerciais de rádio e TV, existem ainda os cartazes que estão pregados por ai na cidade.

Há poucos dias vimos uma quantidade imensa de bairros sofrendo com a falta de água, com motivos diversos para isto, desde unidades de saneamento mal cuidadas até a greve dos servidores da Sanecap.

Ali bem na área central de Cuiabá pertinho da Escola Técnica temos o cemitério da Piedade, ele merece ser fotografado, filmado e divulgado em todas as redes sociais e programas de TV tamanho é o abandono em que se encontra, mato alto, sujeira espalhada para todos os lados, túmulos quebrados, um verdadeiro horror.

A cidade está toda suja, ruas sem calçadas, buracos que não acabam mais, praças e grandes áreas abandonadas. É mosquito e caramujo espalhado por todo canto, colocando em risco sério a saúde de todos.

Perto da minha casa, como acontece em qualquer bairro de Cuiabá existe uma boa quantidade de terrenos baldios que não são cuidados nem pelos donos e nem pela prefeitura, terrenos cheios de mato, lixo e excelente esconderijos para toda espécie de marginais.

Descendo a Avenida Antártica, logo abaixo de um prédio de luxo o Edifício Maison Paris, na próxima esquina, bem em frente ao posto temos um terreno cheio, cheio não, lotado de mato e lixo e com um baita cartaz dizendo que a limpeza daquele terreno foi feita pela prefeitura.

Estamos mais uma vez em ano eleitoral, e mais uma vez é só propaganda enchendo nossos olhos e ouvidos, mas cadê as ações?

Não podemos culpar apenas o prefeito, a culpa é de todos nós, que contribuímos para que prefeito e vereadores estejam ali, sem de fato se incomodar com o bem dos seus cidadãos.
E cabe a nós, exclusivamente a nós pensarmos melhor na hora do voto.

kapta    14:51:49 — Arquivado em: Sem categoria


29.9.11

Seu Olímpio e o limoeiro

Lá em casa tem um limoeiro de mais ou menos uns dois anos. É um limoeiro valente, pois foi atacado várias vezes por diversos tipos de formigas e outras pragas. Ainda assim está lá, bonito e forte, acho que o pior já passou e ele tem tudo para crescer forte e dar belos frutos.
Ontem quando fui molhar as plantas do canteiro que este limoeiro está, lembrei de quantas vezes ele nos dava a impressão que agora sucumbia, e ai, dali uns dias ele estava com novas folhas.
A água caindo generosamente em suas folhas, tirando um pouco da poeira desses dias quentes e secos, fez meu pensamento voar, lembrei de outro limoeiro, de outra situação.
Logo que mudei na casa que moramos hoje, conheci seu Olímpio, o vizinho da casa da frente. Uma casa extremamente simples, seu Olimpio um bom homem, já era um idoso quando mudamos para lá.
Na frente da casa dele, na parte de fora onde deveria ser a calçada, ele tinha um pequeno limoeiro, novo ainda e estava dando seus primeiros frutos.
Então começou a acontecer algo que aborrecia imensamente o senhor Olímpio, os meninos, ao passarem em frente da casa e vendo o limoeiro cheio de pequenas frutas, apanhavam os pequenos limões e usavam como bolita, complemento de estilingues, arma de guerra uns contra os outros, enfim davam mil utilidades aos pequenos limões verdes.
Numa manha, ao sair de casa seu Oplimpio viu o monte de limões jogados pela rua, todos perdidos é claro, pois jamais iriam crescer . Ficou tão bravo que decidiu cortar o limoeiro. Praguejando entrou na casa e logo saiu com um machado nas mãos.
No entanto, antes de desferir a primeira machadada a atenção do seu Olimpio foi desviada, bem ali no galho do limoeiro condenado havia um ninho de passarinhos com três ovinhos.
Uma calma surpreendente tomou conta de seu Olímpio e imediatamente decidiu não derrubar o limoeiro em consideração aqueles ovos que estavam sendo chocados e a passarinha que no momento estava ausente.
Disse não vou matar esses bichinhos e decidiu cortar o limoeiro só depois que o ninho estivesse vazio, promessa cumprida algum tempo depois.

kapta    14:52:11 — Arquivado em: Sem categoria


28.9.11

A menina e os pêssegos.

Ela era uma menininha ainda, cheia de vida, comportada como era de lei naqueles dias. Criança não tinha vontade própria e nem o direito de se manifestar do jeito que as de hoje fazem.
Seus pais, seu irmão e ela foram para o sítio vizinho, a vizinha uma senhora simpática e caprichosa.
Na sala uma cristaleira, em cima dela vários vidros de compota de pêssego.
Seus olhos ficavam maiores quando olhavam aqueles pêssegos, amarelos, dourados, naquela calda brilhante, naqueles vidros limpíssimos.
Chegou a hora do lanche, afinal de contas estavam visitando e visita merece lanche. A mesa foi colocada, com todas as delícias possíveis, bolos, tortas, biscoitos, leite, café e suco, todas as delícias possíveis não, pois os pessegos não faziam parte daquele conjunto de coisas deliciosas.
Sua boca cheia de água, cada biscoito que ela comia imaginava que era um pedaço daqueles pessegos, macios, gostosos e doces. Não se manifestou, não pediu nem um pedaço.
Mais de trinta anos se passaram sem que ela esquecesse aquele dia, aqueles pessegos. Quis a vida que ela retornasse aquela casa, encontrou aquela senhora simpática, agora cheia de cabelos brancos, com os mesmos olhos bondosos e na cristaleira o mesmo costume dos doces em conservas e lá por coincidência tinha compota de pessego também.
Ai ela contou para a senhora o que aconteceu naquela tarde gostosa, da sua vontade imensa de comer os pêssegos, vontade não saciada.
A senhora, talvez imaginando porque a criação de antigamente era tão dura que reprimia uma criança de manifestar sua vontade, prontamente abriu e serviu os pessegos.
Como mágica a menina tomou conta da mulher, o passado se fez presente e ela finalmente saciou sua vontade e comeu os deliciosos pêssegos de olhos fechados.

(é uma história real que aconteceu com minha amiga Mônica)

kapta    18:59:05 — Arquivado em: Sem categoria


28.6.11

Nós e a copa 2014

Vi  em alguma notiícia que nós brasileiros somos mais preocupados em ganhar a Copa do Mundo do que organizarmos uma.

Pensei um bocado sobre o assunto e como moro numa cidade que vai sediar a próxima copa procurei os pontos em que nós cidadãos estamos colaborando com a futura copa.

Nossa cidade está horrorosa, buracos por todos os lugares, lixo jogado por todo canto, ruas sem sinalizações, praças abandonadas, calçadas sujas, muros feios, bichos soltos pelas ruas e todo tipo de coisas que enfeiam uma cidade.

Claro, estou cansada de saber que o governo do estado, o governo municipal e a Agecopa são os responsáveis formais pela realização da copa, mas não é da figura formal que quero falar aqui, até porque em qualquer jornal tá cheio de noticias sobre o que eles estão fazendo para a copa 2014.

É da nossa atuação, é do que nós como individuos estamos nos preparando para a futura copa, estamos fazendo a nossa parte? Pequenas ações podem mudar a cara da nossa cidade, se cada um jogar o seu lixo no lixo e não na calçada, se cada um plantar e cuidar de uma árvore na calçada da sua casa e algumas em seus quintais, se cada um colocar o numero na sua casa, manter seu muro limpo, tirar todo tipo de tralha de seu quintal evitando assim moradias para o mosquito da dengue, ter a preocupação de colocar o lixo que deve ser recolhido pelos caminhões na calçada apenas uma hora antes da coleta do lixo.

Na área da saúde, podemos melhorar muito também, com pequenas ações, lavar as mãos sempre e ensinar os filhos e netos lavarem, participar das campanhas de vacinações, previnindo assim um monte de doenças, tomar agua filtrada e fervida, fazer o uso da descarga cada fez que vai ao banheiro – olhe os banheiros públicos e vai concluir que a descarga ainda é uma mera desconhecida, usar roupas sempre limpas e passadas.

E o nosso conhecimento sobre nossa cidade e nosso estado? O que realmente sabemos da nossa cultura, nossa história e nosso povo? É hora de contarmos aos nossos filhos sobre o nome da cidade, sobre as nossas danças, sobre nossos pratos típicos, falar da Maria Taquara, falar de Rondon, de Mãe Bonifácia, dos quilombolas, de Moreira Cabral, Miguel Sutil de nossas igrejas e nossos pontos turísticos.

Faltam menos de 3 anos para a realização da copa, o tempo passa rápido demais é hora de nos cuiabanos de nascença ou de coração abraçarmos este grande desafio que é a copa e mostrar que fazemos a diferença. Não dá para esperar apenas que o poder público atue a responsabilidade é de cada um.

kapta    11:00:19 — Arquivado em: Sem categoria


16.4.11

Propaganda infeliz da bombril

Assisti ainda ontem uma das novas propagandas da Bombril, da série “mulheres evoluídas”. Que tristeza que dá ao ver essas novas propagandas.

Pelo jeito na ótica da Bombril, ou do pessoal responsável pelas suas propagandas as mulheres de hoje em dias estão pouco femininas, brutas, extremamente agressivas com os homens e ainda vista como meras donas de casa, sem aqui desmerecer as donas de casa, só que vestidas de terninhos. Algo talvez que quisesse apoiar o feminismo, mas com aquela ótica torta do feminismo onde as mulheres perdem seu lado feminino. Lastimável.

A referência para o homem também é totalmente negativa nessa série de propagandas, vejo as mulheres fazendo pouco deles, comparando-o com animais, ou pessoas indesejadas.

O que a gente espera ver na TV não é uma luta de sexo, isso nem tem mais espaço nos dias de hoje. O mundo caminha para casais de parceiros, onde homens e mulheres são responsáveis pela família, pelo sustento da casa e também pelos serviços domésticos.

As mulheres hoje saem de casa cedo para os seus trabalhos, mas nem por isso dispensam suas blusas leves, suas saias, seus vestidos delicados, seus anéis, brincos e pulseiras brilhantes. A mulher passa seus cremes, seu batom, seu rimel e vai à luta. Não precisa se vestir como homem para demonstrar competência fora de casa, em qualquer profissão faz tudo que um colega homem faz e de salto.

Os homens hoje, chegam em casa, beijam os filhos, ajudam a terminar o jantar, colocam a mesa, ajudam a lavar a louça.

O retrato de uma mulher evoluída não é este que a Bombril demonstrou ai.

Minha esperança é que como o mês de março já passou e com ele o Dia internacional da mulher, as propagandas da Bombril nos presenteie novamente com a presença do Carlinhos Moreno, o menino da Bombril e as propagandas fiquem novamente mais leves, engraçadas e gostosas de assistir.

Fazer uma campanha publicitária não é algo barato, então deveriam se preocupar em acertar. Erraram feio desta vez!

kapta    15:15:08 — Arquivado em: Sem categoria
Posts mais antigos »


Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://kapta.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.