29.9.11

Seu Olímpio e o limoeiro

Lá em casa tem um limoeiro de mais ou menos uns dois anos. É um limoeiro valente, pois foi atacado várias vezes por diversos tipos de formigas e outras pragas. Ainda assim está lá, bonito e forte, acho que o pior já passou e ele tem tudo para crescer forte e dar belos frutos.
Ontem quando fui molhar as plantas do canteiro que este limoeiro está, lembrei de quantas vezes ele nos dava a impressão que agora sucumbia, e ai, dali uns dias ele estava com novas folhas.
A água caindo generosamente em suas folhas, tirando um pouco da poeira desses dias quentes e secos, fez meu pensamento voar, lembrei de outro limoeiro, de outra situação.
Logo que mudei na casa que moramos hoje, conheci seu Olímpio, o vizinho da casa da frente. Uma casa extremamente simples, seu Olimpio um bom homem, já era um idoso quando mudamos para lá.
Na frente da casa dele, na parte de fora onde deveria ser a calçada, ele tinha um pequeno limoeiro, novo ainda e estava dando seus primeiros frutos.
Então começou a acontecer algo que aborrecia imensamente o senhor Olímpio, os meninos, ao passarem em frente da casa e vendo o limoeiro cheio de pequenas frutas, apanhavam os pequenos limões e usavam como bolita, complemento de estilingues, arma de guerra uns contra os outros, enfim davam mil utilidades aos pequenos limões verdes.
Numa manha, ao sair de casa seu Oplimpio viu o monte de limões jogados pela rua, todos perdidos é claro, pois jamais iriam crescer . Ficou tão bravo que decidiu cortar o limoeiro. Praguejando entrou na casa e logo saiu com um machado nas mãos.
No entanto, antes de desferir a primeira machadada a atenção do seu Olimpio foi desviada, bem ali no galho do limoeiro condenado havia um ninho de passarinhos com três ovinhos.
Uma calma surpreendente tomou conta de seu Olímpio e imediatamente decidiu não derrubar o limoeiro em consideração aqueles ovos que estavam sendo chocados e a passarinha que no momento estava ausente.
Disse não vou matar esses bichinhos e decidiu cortar o limoeiro só depois que o ninho estivesse vazio, promessa cumprida algum tempo depois.

kapta    14:52:11 — Arquivado em: Sem categoria


28.9.11

A menina e os pêssegos.

Ela era uma menininha ainda, cheia de vida, comportada como era de lei naqueles dias. Criança não tinha vontade própria e nem o direito de se manifestar do jeito que as de hoje fazem.
Seus pais, seu irmão e ela foram para o sítio vizinho, a vizinha uma senhora simpática e caprichosa.
Na sala uma cristaleira, em cima dela vários vidros de compota de pêssego.
Seus olhos ficavam maiores quando olhavam aqueles pêssegos, amarelos, dourados, naquela calda brilhante, naqueles vidros limpíssimos.
Chegou a hora do lanche, afinal de contas estavam visitando e visita merece lanche. A mesa foi colocada, com todas as delícias possíveis, bolos, tortas, biscoitos, leite, café e suco, todas as delícias possíveis não, pois os pessegos não faziam parte daquele conjunto de coisas deliciosas.
Sua boca cheia de água, cada biscoito que ela comia imaginava que era um pedaço daqueles pessegos, macios, gostosos e doces. Não se manifestou, não pediu nem um pedaço.
Mais de trinta anos se passaram sem que ela esquecesse aquele dia, aqueles pessegos. Quis a vida que ela retornasse aquela casa, encontrou aquela senhora simpática, agora cheia de cabelos brancos, com os mesmos olhos bondosos e na cristaleira o mesmo costume dos doces em conservas e lá por coincidência tinha compota de pessego também.
Ai ela contou para a senhora o que aconteceu naquela tarde gostosa, da sua vontade imensa de comer os pêssegos, vontade não saciada.
A senhora, talvez imaginando porque a criação de antigamente era tão dura que reprimia uma criança de manifestar sua vontade, prontamente abriu e serviu os pessegos.
Como mágica a menina tomou conta da mulher, o passado se fez presente e ela finalmente saciou sua vontade e comeu os deliciosos pêssegos de olhos fechados.

(é uma história real que aconteceu com minha amiga Mônica)

kapta    18:59:05 — Arquivado em: Sem categoria


28.6.11

Nós e a copa 2014

Vi  em alguma notiícia que nós brasileiros somos mais preocupados em ganhar a Copa do Mundo do que organizarmos uma.

Pensei um bocado sobre o assunto e como moro numa cidade que vai sediar a próxima copa procurei os pontos em que nós cidadãos estamos colaborando com a futura copa.

Nossa cidade está horrorosa, buracos por todos os lugares, lixo jogado por todo canto, ruas sem sinalizações, praças abandonadas, calçadas sujas, muros feios, bichos soltos pelas ruas e todo tipo de coisas que enfeiam uma cidade.

Claro, estou cansada de saber que o governo do estado, o governo municipal e a Agecopa são os responsáveis formais pela realização da copa, mas não é da figura formal que quero falar aqui, até porque em qualquer jornal tá cheio de noticias sobre o que eles estão fazendo para a copa 2014.

É da nossa atuação, é do que nós como individuos estamos nos preparando para a futura copa, estamos fazendo a nossa parte? Pequenas ações podem mudar a cara da nossa cidade, se cada um jogar o seu lixo no lixo e não na calçada, se cada um plantar e cuidar de uma árvore na calçada da sua casa e algumas em seus quintais, se cada um colocar o numero na sua casa, manter seu muro limpo, tirar todo tipo de tralha de seu quintal evitando assim moradias para o mosquito da dengue, ter a preocupação de colocar o lixo que deve ser recolhido pelos caminhões na calçada apenas uma hora antes da coleta do lixo.

Na área da saúde, podemos melhorar muito também, com pequenas ações, lavar as mãos sempre e ensinar os filhos e netos lavarem, participar das campanhas de vacinações, previnindo assim um monte de doenças, tomar agua filtrada e fervida, fazer o uso da descarga cada fez que vai ao banheiro – olhe os banheiros públicos e vai concluir que a descarga ainda é uma mera desconhecida, usar roupas sempre limpas e passadas.

E o nosso conhecimento sobre nossa cidade e nosso estado? O que realmente sabemos da nossa cultura, nossa história e nosso povo? É hora de contarmos aos nossos filhos sobre o nome da cidade, sobre as nossas danças, sobre nossos pratos típicos, falar da Maria Taquara, falar de Rondon, de Mãe Bonifácia, dos quilombolas, de Moreira Cabral, Miguel Sutil de nossas igrejas e nossos pontos turísticos.

Faltam menos de 3 anos para a realização da copa, o tempo passa rápido demais é hora de nos cuiabanos de nascença ou de coração abraçarmos este grande desafio que é a copa e mostrar que fazemos a diferença. Não dá para esperar apenas que o poder público atue a responsabilidade é de cada um.

kapta    11:00:19 — Arquivado em: Sem categoria


16.4.11

Propaganda infeliz da bombril

Assisti ainda ontem uma das novas propagandas da Bombril, da série “mulheres evoluídas”. Que tristeza que dá ao ver essas novas propagandas.

Pelo jeito na ótica da Bombril, ou do pessoal responsável pelas suas propagandas as mulheres de hoje em dias estão pouco femininas, brutas, extremamente agressivas com os homens e ainda vista como meras donas de casa, sem aqui desmerecer as donas de casa, só que vestidas de terninhos. Algo talvez que quisesse apoiar o feminismo, mas com aquela ótica torta do feminismo onde as mulheres perdem seu lado feminino. Lastimável.

A referência para o homem também é totalmente negativa nessa série de propagandas, vejo as mulheres fazendo pouco deles, comparando-o com animais, ou pessoas indesejadas.

O que a gente espera ver na TV não é uma luta de sexo, isso nem tem mais espaço nos dias de hoje. O mundo caminha para casais de parceiros, onde homens e mulheres são responsáveis pela família, pelo sustento da casa e também pelos serviços domésticos.

As mulheres hoje saem de casa cedo para os seus trabalhos, mas nem por isso dispensam suas blusas leves, suas saias, seus vestidos delicados, seus anéis, brincos e pulseiras brilhantes. A mulher passa seus cremes, seu batom, seu rimel e vai à luta. Não precisa se vestir como homem para demonstrar competência fora de casa, em qualquer profissão faz tudo que um colega homem faz e de salto.

Os homens hoje, chegam em casa, beijam os filhos, ajudam a terminar o jantar, colocam a mesa, ajudam a lavar a louça.

O retrato de uma mulher evoluída não é este que a Bombril demonstrou ai.

Minha esperança é que como o mês de março já passou e com ele o Dia internacional da mulher, as propagandas da Bombril nos presenteie novamente com a presença do Carlinhos Moreno, o menino da Bombril e as propagandas fiquem novamente mais leves, engraçadas e gostosas de assistir.

Fazer uma campanha publicitária não é algo barato, então deveriam se preocupar em acertar. Erraram feio desta vez!

kapta    15:15:08 — Arquivado em: Sem categoria


7.8.10

Gatos e Gatunos

Tinhamos dois gatos em casa, agora temos só um, ele tem em torno de oito anos. Como era só ele e minha filhota  que é louca por gatos achou uma gatinha em cima da árvore bem na frente de nossa casa  e decidiu adota-la. Ela tanto fez que a gente deixou que ela trouxesse a gatinha para casa.  Ainda a fizemos procurar um possível dono, mas o que achou foi mais alguns filhotes num terreno baldio aqui de perto. Queria levar todos pra casa, mas foi barrada.
Logo nos afeiçoamos a nova moradora da casa. Gostamos de gatos.  Admiramos a liberdade e a  independência deles.
Nosso gato é  todo cinza, seus olhos são verdes é muito carinhoso  e é de uma preguiça sem fim.  Eu o chamo de Nenem, e para quem tem a idéia errônea que gatos não atendem quando chamados pelos nomes, deveria vê-lo vindo todo carinhoso quando a gente o chama.  A gatinha que passou um tempo aqui conosco era do tipo siamês, com aqueles lindos olhos azuis e a cor castanho e marrom.
O nome do gato é Vagal, devido ao jeitão dele… sempre na boa, sempre na preguiça, só espiando a vida. Na gatinha colocamos o nome de Mel.
Mesmo com a ração em suas tigelas e água sempre fresca eles adquiriam o vício de roubar comida de cima da mesa ou da pia. Ficaram tão mansos nisso, roubando tão descaradamente  que demos novos apelidos a eles: Começamos a  chamá-lo de Lutero Ponce e ela de Chica Nunes, dois políticos muito conhecidos aqui por fazerem como s gatos gatunos: roubar de quem os alimenta. Sim, porque roubar dos cofres públicos é a mesma coisa do que roubar quem te alimenta.
Não sei se a gatinha não gostou do novo jeito de ser chamada, achando afronta ela ser comparada a alguém que é mais do que conhecida pela fama de roubar, ou se ao fato de impedirmos novos roubos, pois  passamos a não deixar mais nada de comida em cima da pia, mesa ou fogão fez com que ela tomasse uma atitude: foi embora de casa, fez igualzinho aquelas pessoas que cospem no prato que comeu, saiu sem nem abanar o rabo.
Já o Vagal, quando a gente o chamava de Lutero Ponce simplesmente nos ignorava, não atendendo, ele não fugiu de casa, não foi por nós considerado foragido como o outro Lutero e nem tão pouco perdeu seu mandato aqui em casa, continuou reinando e sendo paparicado por todos. Continua com seu jeito manso, andando com seus passinhos leves pela casa, não rouba mais a comida porque a gente não dá mais chance para que ele roube, caso contrário, com certeza ainda continuaria roubando, pois uma vez ladrão sempre ladrão

kapta    23:07:49 — Arquivado em: Sem categoria


Manipulação

marionete

E é ano eleitoral novamente. Momento em que devemos estar ainda mais atentos ao que acontece ao nosso redor e conosco. Nós eleitores somos todos vistos pelos candidatos ou seus cabos eleitorais como objetos preciosos. Todos querem nossos votos.

Viveremos dia após dia rodeados de manipulação - palavrinha interessante esta, que ao meu modo de ver é bem simples de entender - manipular a ação, ou seja, fazer com que a gente faça o que o outro quer, não importando  qual seja  com a nossa vontade.

Não lido muito bem com essa coisa de manipulação, quando percebo que estão tentando me manipular fico muito irritada e reajo, infelizmente nem sempre reajo de maneira racional pois sou uma pessoa emotiva, o que de vez em quando atrapalha.

Tempos atrás passei por uma situação nesse sentido. Uma pessoa querida me pediu ajuda para que ela pudesse ajudar uma terceira pessoa em relação a um site na internet, coisas de artes gráficas e códigos html, como as coisas que estava me pedindo era simples para eu fazer embora tomasse um tempão dos meus momentos de folga, noites e finais de semana ajudei.

A coisa evoluiu de tal maneira que acabei arrumando grande parte  do site, foi é claro me passado para isto usuário e senha do site. A dona do site fazia suas alterações, eu fazia algumas outras e a coisa caminhava.

Não sei ao certo o que aconteceu, mas essas duas pessoas acabaram se desentendendo. Um dia a pessoa que eu ajudava me disse para eu olhar o site, olhei, e vi que estava todo desconfigurado, e imediatamente quis arrumar, então a pessoa me disse, não arruma nada, deixa assim, e assim ficou por alguns dias.
Ela insistia comigo, não arruma, se você arrumar eu não falo mais com você, se você arrumar eu vou brigar com você.

Eu estava me sentindo oprimida e responsável pelo estado que via aquele site, pois naquela altura dos acontecimentos eu já sabia que a dona do site não tinha capacidade técnica alguma para arrumar aquilo.

O meu lado profissional gritava para que eu não deixasse assim, o meu jeito de ser também, pois saber que posso ajudar e não ajudar me é muito difícil. Para culminar a dona do site me pediu diretamente para que eu arrumasse. Conversei por msn com a pessoa que eu ajudava, dizendo que a dona do site me pediu para arrumar. Ela me respondeu, não arruma nada! Se você arrumar eu não falo com você nunca mais.

Era noite de sexta feira, pensei um pouco a respeito  e naquela mesma noite, decidi arrumar, afinal de contas se sou tão pouco importante para esta pessoa a ponto dela deixar de falar comigo por eu estar fazendo algo que ela mesma me pediu para fazer antes, que assim seja. Arrumei.

Na manha seguinte ao entrar no msn recebi a msg dela me dizendo que não falava mais comigo. Mais tarde falando com a dona do site exagerei quando falei para ela que outra pessoa não queria que eu arrumasse e esclareci algumas coisas. Não precisava fazer isso. Podia só ter arrumado. Isso foi colocar lenha na fogueira, foi o emocional falando mais alto que o racional.

A pessoa fez o que me prometeu e deixou de falar comigo. Sinto falta dela, creio que ela sinta a minha falta, mas tá feito.

Mas voltando ao ano de eleição, como funcionária pública noto essa coisa de manipulação no ambiente do  trabalho.  As pessoas que ocupam cargos comissionados sendo “convidadas” para participar de reuniões políticas desse ou daquele candidato. Nada demais se as pessoas convidadas não fossem “lembradas” que seus cargos são cargos de confiança e que elas deixarem de comparecer ou  de executar uma determinada tarefa de maneira específica vai refletir se elas continuarão exercendo um cargo de chefia, e isso independe se a pessoa ocupa apenas um cargo comissionado ou  se é funcionário de  carreira e ocupando cargo comissionado por competência ou por indicação política. Para mim isso coação já que envolve o convencer outros a agir usando de ameaças, ativas ou passivas.

Não que eu pense que as pessoas não podem ou não devam convidar as pessoas para participar de quaisquer tipos de reuniões, comícios, passeatas e todos os tipos de manifestações com a intenção de ajudar alguém ser eleito. Isso é válido e democrático. Apoiar alguém a gente acredita é necessário, é natural a gente mostrar que apóia este ou aquele candidato por acreditar que ele é o melhor, que seus projetos são sérios e  necessários.

Agora, apoiar este ou aquele candidato, pensando apenas no ganho pessoal, na vontade eterna de levar vantagem usando quem quer que seja para isso, querendo  manter-se em cargos comissionados apenas por ter ajudado na campanha eleitoral e não por ter competência profissional para o cargo.

Usar  o cargo para coagir seus subordinados para que apóiem o seu candidato  é abuso de poder e deveria ser considerado crime.

kapta    16:44:24 — Arquivado em: Sem categoria


4.8.10

O caminhãozinho Cacareco e o triângulo

Numa manhã da semana passada estávamos indo para o trabalho, já bem perto, entramos numa avenida e bem na nossa frente tinha um caminhaozinho - velho, carregado de moveis igualmente velhos. Ele completamente torto, dando a impressão que ia tombar do lado direito derrubando tudo que estava na carroceria. Ia bem devagar e a gente numa pressa danada. Não tinha porém como ultrapassa-lo naquele momento o que fez com que a gente prestasse atençao ao quanto ele estava torto, o quanto ele estava velho e como era velho tudo o que ele carregava.
Eis que na traseira do caminhão, um belo,vermelho,  reluzente e bonito triâgulo preso. Foi devidamente fixado ali de maneira que não caisse, soltasse ou balançasse enquanto o caminhão seguia pelas ruas - e olha que tem buracos nessas ruas de Cuiabá.
Chamei a atenção do meu marido para o fato. Olha lá, esse motorista é pelo menos precavido, já sabe que a qualquer momento pode acontecer uma nhaca com esse caminhão visto o estado que ele está, então tratou de fixar ali o triângulo de segurança, deixando bem claro que ele está em movimento mas pode parar a qualquer momento e se não esta avariado isso pode ocorrer a qualquer instante. Já sabendo que seu caminhão é um perigo ambulante pregou ali o triangulo como se alertasse a todos, que enquanto esse caminhao estiver rodando, ainda mais cheio de coisas na rabeira o perigo é constante.
Eu quis tirar uma foto, mas ainda não me ajeitei com o novo celular, mas como faço o mesmo caminho todos os dias, quem sabe eu ainda o encontre por ai, fotografo e compartilho com vocês a beleza do triângulo daquele horroroso caminhão.

kapta    23:50:05 — Arquivado em: Sem categoria


17.7.10

O passarinho e a banana

O quintal é grande e diariamente  frequentado por diversos tipos de pássaros de diferentes tamanho e cores. E não estou aqui me referindo os inconvenientes pombos que estão sempre por perto para roubarem a comida dos cachorros, gatos e dos jabutís.
Todos os dias ouvimos diferentes tipos de cantos dos passarinhos que cumprimentam o dia com sua alegria rotineira.
As mangueiras estão cheias de frutos verdes e flores,  as bananeiras com alguns cachos de bananas verdes, a goiabeira com goiabas também verdes.
O limoeiro apesar da sua pouca idade e tamanho também sustenta alguns frutos. A maioria das outras árvores estão sem frutos, algumas com flores. Os pés de acerola e mamão estão com muito frutos, maduros, de vez e verdes.
Logo pela manhã abrimos os janelões da copa, janelas e porta da cozinha para aproveitar a luz do dia e ouvir a cantoria antes de sair de casa para o trabalho.
E foi assim, pelos janelões abertos que o passarinho verde entrou e foi comer a banana amarelinha que estava na fruteira em cima do balcão que divide a cozinha e a copa, comeu um bom pedaço aproveitando que não tinha ninguém na cozinha, quando Eva - a diarista entrou na copa ele largou a banana e saiu voando pela porta afora. Deixou para trás a banana toda bicada.
Infelizmente só Eva viu o lindo passarinho, nós vimos apenas a banana.
Eu conclui duas coisas: que passarinho enxerga muito bem e que aquele que entrou na cozinha para comer a banana não gosta nem de mamão e nem de acerola, frutas tão apreciadas pelos outros pássaros que passeiam no nosso quintal. Ele deixou uma lição importante, vá atrás do que você gosta, do que você aprecia, pois nem sempre as opções que estam facilmente disponíveis vão te agradar e te fazer bem. Corra riscos.

kapta    19:11:20 — Arquivado em: Sem categoria


Formatura do Gabriel

Na noite do dia 12 meu amado filho Gabriel me chamou e me informou que sua colação de grau seria no dia 14, ele ainda não  sabia me informar ainda nem a hora e local, minha primeira reação foi ficar maluca, como assim, vai colar grau dia 14 e só agora, noite de segunda feira me avisa? Mas a alegria por mais essa conquista dele foi tão grande que tudo o resto ficou menor. Dessa vez eu iria assistir, já que da outra vez que ele colou grau no mesmo dia e mesmo horário eu estava colando grau como administradora.
Claro, não deu pra avisar ninguém para convidar pra ir, se estava em cima da hora pra nós os de casa, imagine para os de fora.
Na manha do dia 14 fomos buscar a beca, deixamos no trabalho dele, pois o ensaio da colação era no mesmo dia as onze horas.Trabalhamos o resto da manha, almoçamos na casa da minha cunhada Vera porque havíamos assumido um compromisso com ela, alias, um almoço agradável nas companhias de Vera e Letícia - nossa sobrinha. Trabalhamos quase a tarde toda, saímos um bocadinho mais cedo já que o Gabriel pediu para a gente estar no Hotel Fazenda as 18:00, fomos direto para casa apenas para pegar as meninas que iam conosco, minha filha e minhas duas afilhadas. Gabriel saiu antes de nós pois ainda ia buscar um amigo para ir com ele, combinamos de nos encontrarmos lá. Chegamos um pouco atrasado para o horário que meu filho disse, pois chegamos as 18:30, mas ainda era muito cedo para a cerimonia. O lugar estava praticamente vazio e pudemos escolher um local bem na frente, perto de onde os formandos passariam, o pessoal ainda terminava de arrumar tudo, alguns pregavam uma faixa dando parabéns aos formandos outros testavam o som, terminavam de colocar as flores e esses pequenos detalhes. O salão imenso, a mesa das autoridades imensa, várias cadeiras forradas de branco nos davam a dica de que seriam pelo menos três turmas de formandos, vimos mais tarde que eram na verdade quatro.
Ficamos por ali jogando conversa fora e aos poucos o lugar foi enchendo de gente. Quando o Tales e o Caco se juntaram a nós foi como um sinal que agora faltasse pouco, pois se separaram do Gabriel. E dito e feito, logo ouvimos aquele som característico de que a solenidade está começando,  ainda bem, pois passava das 20:15. O moço do cerimonial se posicionou e anunciou o  evento passando a palavra para o diretor que  deu por aberto a solenidade.  O cerimonial então anuncia a primeira turma,
que era exatamente a turma de administração, a do meu filho, uma turma enorme, eu aplaudia um por um dando parabéns quando por mim passavam e esticava o pescoço pra ver se via Gabriel, finalmente o vi, e quando ele veio entrando pelo tapete vermelho parecia que eu ia explodir de alegria. Bati muitas palmas para ele, feliz, rindo, parabenizando, ele feliz também levantou o braço em punho, socando o ar. Ele foi e sentou-se com os outros colegas. Eu olhava para ele sorrindo e ele me retribuía sorrindo também. Todos os alunos de todas as turmas entraram e se acomodaram. Bati palmas pra todos e  dei parabéns a todos, fiquei com as mãos vermelhas de tanto bater palmas.
O orador para as quatro turmas foi um só, ele estava muito emocionado e nervoso, mas deu conta do recado.
Um dos paraninfos também discursou, e apesar da prática de discursar em palanques já que é deputado estadual não deixou de transparecer um certo nervosismo,chegou até a perder a linha do raciocínio.
O diretor foi chamado para fazer o discurso, disse que ia falar de improviso, que não havia preparado como antes uma aula ou algo para ser dito, mesmo assim a gente podia visualizar as folhas de papeis que ele lia seus tópicos, a mim particularmente o discurso dele parecia mais discurso de aula inaugural do que de formatura, mas tudo estava valendo, quando ele disse que aquela era uma vitória não só dos alunos, mas das famílias, porque as famílias se sacrificam e coisa e tal o povo concordou batendo muitas palmas e ele se entusiasmou e mesmo com seus tópicos preparados  resolveu improvisar, pois segundo ele ia citar umpedaço de uma frase que leu lá fora, que era sobre a importância de  compartilhar, ai disse que apenas colocaria uma palavra a mais, e disse vamos compartilhar juntos, e a gente que tem espírito brincalhão já começa logo a dizer uns para os outros, tem como compartilhar sozinho? Ainda improvisando pegou também ö final do discurso do orador para encerrar o seu discurso o que foi uma ideia feliz porque são frases boas: “Fé na vida, fé no homem, fé no que virá.”
Chegou a hora dos formandos receberem seus canudos, um a um iam sendo chamados, se dirigiam até  a frente, pegavam seus canudos, assinavam, cumprimentavam e saiam com caras de vitoriosos. Gritei muiiito, para meu filho e para os filhos de outras pessoas também. Nem sei como não fiquei rouca.
E então, as palavras finais e todos jogam seus chapéus para cima e ai as turmas vão saindo e a gente vai saindo atrás, para aquela coisa de cumprimentos, fotos e devolução da beca.
Estava frio, ventando e garoando um pouco. Estávamos felizes e famintos e como dizem que tudo acaba em pizza fomos pra uma pizzaria e só saímos de lá quando estávamos todos satisfeitos.

kapta    19:05:25 — Arquivado em: Sem categoria


9.7.10

O caso Bruno

A nação está tão estupefata com o crime da Eliza Samúdio , onde o maior suspeito é o goleiro do Flamengo, Bruno, ídolo de um tantão de gente que a impressão que a gente tem é que tudo o mais tem menor importância. Em qualquer lugar que a gente vá, a qualquer hora do dia ou da noite o assunto é sempre o mesmo, a morte da mulher.
Algumas pessoas ainda não acreditam que ele fosse capaz de tamanha barbaridade, outras, incrível dão um jeito de imputar culpa a vítima e um grande número de pessoas está mesmo revoltado com o Bruno. É tudo muito chocante,  muito triste.
Tá já ouvi algumas piadas a respeito como a que o Goleiro Bruno fará sua propria defesa, que a diferença do goleiro Bruno e o Ronaldo fenômeno é que o que não engorda mata e algumas outras que não me lembro agora.
A polícia tem pouca esperança de encontrar os restos mortais, afinal de contas um mês é muito tempo, pelo menos foi isso que aprendi no seriado verídico policial “as primeiras 48 horas”, onde deixam bem claro que quanto maior o tempo transcorrido de um crime mais difícil a sua solução.
Espero que o crime possa ser solucionado, e se o Bruno for mesmo culpado, nesse jogo da vida o bruno goleiro do Flamengo cometeu penalidade máxima, receberá cartão vermelho e  será expulso de campo (nossa sociedade) vai trocar a trave pela cela e o uniforme de goleiro pelo uniforme de presidiário. Vamos aguardar os acontecimentos.

kapta    15:20:08 — Arquivado em: Sem categoria
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